[CABRAL, 2019] Da flor da pele à cor da tela: a experiência corpórea e a prática

 

[CABRAL, 2019] Da flor da pele à cor da tela: a experiência corpórea e a prática

  • Resumo

    CABRAL, Arthur Simões Caetano.

     

    Da flor da pele à cor da tela: a experiência corpórea e a prática pictórica em paisagens de interstícios urbanos / Arthur Simões Caetano Cabral. Atas do 3º Colóquio Internacional ICHT, 16 a 18 de abril, 2019, São Paulo, SP, Brasil. Imaginário: construir e habitar a Terra; deformações, deslocamentos e devaneios. pp. 307-325.

     

    Nas grandes cidades contemporâneas, onde a presença da natureza se restringe, em grande medida, às áreas excepcionalmente reservadas a ela, a paisagem é fenômeno raramente reconhecível. Com efeito, numa visada rápida ou considerando apenas fotos aéreas – imagens quase instantaneamente veiculadas na atualidade –, pode-se afirmar que não há espaço ou ocasião para a fruição paisagística nas metrópoles de nossos tempos se assumirmos que a paisagem pressupõe uma relação especial com a natureza, ou, em outros termos, que a paisagem põe em jogo e expõe a relação entre o homem e a Terra. Contudo, há situações incrustadas no urbano que passam ao largo das visadas rápidas, das fotos aéreas ou, até mesmo, das maneiras pelas quais a cidade é cotidianamente vivenciada. Na mesma medida, as manifestações da natureza se mostram alheias aos ditames humanos e às restrições a ela impostas na delimitação de parques e áreas verdes, por exemplo. Nos interstícios da cidade, isto é, em espaços situados entre as áreas intencionalmente concebidas com vistas ao atendimento objetivo das mais diversas demandas urbanas, há espaços nos quais a natureza vem à tona, manifestando-se de forma originária em brotações imprevistas, em afloramentos rochosos, na expressão das águas correntes de pequenos córregos parcialmente visíveis. [...] 

     

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