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Esta semana o portal habitaracidade.com traz à biblioteca "Caminhar, descobrir, projetar: reflexões sobre a deriva e o fazer projetual em paisagismo", artigo de Arthur Cabral publicado em 2020 na Revista Jatobá. O texto aborda a relação entre a experiência sensível do espaço dada a partir do ato de caminhar e os significados possíveis do projeto que se volta à paisagem. Boa leitura!


"Nós descobrimos o mundo à medida que nos deslocamos por ele; inventamos o novo à medida que o que já existe se revela diante de nós. Em termos gerais, no que diz respeito ao fazer projetual que se volta à paisagem, assume-se, nas reflexões aqui presentes, a perspectiva de que nenhuma invenção pode ser tão absolutamente inovadora que prescinda do contato com aquilo que a precede, com as preexistências, com a materialidade da paisagem; por outro lado, parece razoável supor que o desvelamento daquilo que já existe, mas que não é, até então, reconhecido, corresponde, também, a uma forma de invenção. Nesse sentido, o presente texto tem como objetivo refletir sobre as pontes pelas quais podem se unir a experiência sensível da paisagem e o fazer projetual que a ela se volta, uma vez compreendido o potencial estético de natureza criadora inerente ao ato de caminhar. Esses pressupostos se respaldam, sobretudo, nas reflexões do geógrafo Jean-Marc Besse acerca da paisagem, entendida enquanto experiência fenomenológica, e de suas relações com o fazer projetual."


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Esta semana o portal habitaracidade.com traz à biblioteca "Goiânia à noroeste: da ocupação ao novo centro urbano", dissertação de mestrado de Anderson Ferreira da Silva apresentada em 2014 à Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília. Discutindo contrapontos entre centro e periferia e abordando diferentes expressões da segregação socioespacial urbana, o autor analisa práticas e movimentos de grupos que, embora marginalizados, fazem das margens a sua centralidade. Boa leitura!


"A cidade é o espaço organizado da sociedade, da vida, da cultura, do comércio e dos valores urbanos. Ela é dotada de elementos como ruas, bairros e regiões e nelas as pessoas se instalam, constroem suas casas e seus modos de vida. Porém, esse lugar pode separar um grupo do outro e restringir determinados cidadãos de seus direitos, estes são os que estão às margens, os segregados. Mas, essa distinção pode gerar práticas que fazem com que os personagens que estão nesse grupo se sintam responsáveis por desenharem e fazerem de seus problemas urbanos e sociais o ponto forte dos movimentos de lutas por seus direitos dentro do seu universo e de seu centro tido como urbano, ainda que ele esteja marginalizado."


Título: Goiânia à noroeste: da ocupação ao novo centro urbano

Autoria: Anderson Ferreira da Silva

Orientação: Luiz Alberto de Campos Gouvêa

Dissertação de Mestrado - Universidade de Brasília, Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, 2014.


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Esta semana o portal habitaracidade.com traz à biblioteca "Limites e potencialidades do planejamento cicloviário: um estudo sobre a participação cidadã", dissertação de mestrado de Fernando Camargo Chapadeiro apresentada em 2011 ao Departamento de Engenharia Civil e Ambiental da Faculdade de Tecnologia da Universidade de Brasília. Refletindo sobre os limites dos modelos convencionais de planejamento de transporte, o autor discute elementos significativos do planejamento cicloviário participativo no que diz respeito à valorização de modos de deslocamento não motorizados. Boa leitura!


"Grande parte das políticas públicas voltadas para mobilidade urbana valorizam os deslocamentos por automóveis, deixando de lado os modos não motorizados. Os espaços tornam-se inadequados para comportar de maneira harmônica a quantidade crescente de veículos motorizados e pessoas que realizam seus deslocamentos a pé ou de bicicleta. Para encarar estes problemas são necessárias novas soluções para inserção da bicicleta no ambiente urbano de forma efetiva. Os modelos tradicionais de planejamento de transporte não são capazes de solucioná-los, pois praticamente ignoram os modos não motorizados. Considerando o que foi exposto, o problema a ser tratado no presente trabalho consiste em como vencer a dificuldade de planejar a mobilidade por bicicletas com os instrumentos disponíveis para o planejamento de transportes. A partir deste entendimento, a busca por uma participação popular nas questões urbanas voltadas para a mobilidade por bicicletas, pode ocasionar a construção de cidades com melhores formas de acessibilidade. Por meio do planejamento cicloviário participativo tem-se estruturação do conhecimento dos próprios atores locais e a combinação de estratégias que equilibram a demanda por transportes e características de uso do solo, tão raros nos processos de planejamento das cidades. Após o estudo de experiências internacionais e brasileiras, apontam-se os limites e potencialidades da abordagem participativa, no processo planejamento cicloviário, foco deste trabalho."


Título: Limites e potencialidades do planejamento cicloviário: um estudo sobre a participação cidadã.

Autoria: Fernando Camargo Chapadeiro

Orientação: Paulo César Marques da Silva

Dissertação de Mestrado - Universidade de Brasília, Faculdade de Tecnologia. Departamento de Engenharia Civil e Ambiental, 2011.


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