Buscar

Esta semana o portal habitaracidade.com traz à biblioteca "Catraia-pesca-saveiro: entre práticas de cidade pelo mar e dispositivos de orla", dissertação de mestrado de Gabriel Teixeira Ramos. Apresentado à Universidade Federal da Bahia em 2016, o estudo percorre o território híbrido de mar e terra no contexto de grandes cidades costeiras, tecendo relações conceituais e empíricas entre práticas, identidades e sujeitos situados às margens do capital. Boa leitura!


"Esta pesquisa investiga relações entre práticas de cidade pelo mar e dispositivos de orla, no cotidiano de duas capitais brasileiras, Vitória (ES) e Salvador (BA). Denominamos práticas de cidade pelo mar aquelas articuladas pelo agenciamento (Deleuze) catraia-pesca-saveiro, das quais nos aproximamos para investigar algumas de suas relações com dispositivos de orla, compreendidos enquanto rede estratégica de enunciados, discursos, técnicas e aparatos que têm por objetivo controlar aqueles que devem usar, produzir e consumir territórios de orla. Observamos, durante o estudo, diferentes modos como as práticas de cidade (Certeau), mesmo sendo codificações produtivistas e consumistas, por vezes, escapam aos dispositivos (Agamben). Assim, a dissertação aponta para uma configuração metodológica própria, através do uso expandido de diferentes conceitos, engendrados no trabalho de campo como meio de se produzir encontros (Espinosa-Deleuze) com esse. Por meio dessa trama, que envolve conexão de conceitos e trabalho de campo, articulamos modos de escrita da História a contrapelo (Benjamin), tensionando invenções de identidades e folclores impostos a sujeitos, que, por meio de suas práticas, sobrevivem nas franjas do capital, e colocam em xeque produções de verdades da cidade contemporânea, reproduzidas pelo Urbanismo hegemônico.


Palavras-chave: Práticas de cidade pelo mar. Dispositivos de orla. Catraia-pescasaveiro. Encontros. História a contrapelo."


Título: Catraia-pesca-saveiro: entre práticas de cidade pelo mar e dispositivos de orla

Autoria: Gabriel Teixeira Ramos

Orientadora: Profa. Dra. Thais de Bhanthumchinda Portela.

Dissertação (Mestrado em Arquitetura e Urbanismo) – Faculdade de Arquitetura, Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2016.


Acesse o trabalho completo em habitaracidade.com/biblioteca

Você sabe quem foi Jovelina Faria Belfort? Ela nasceu em e logo fincou pé na Baixada Fluminense. Foi uma cantora e compositora brasileira, e uma das grandes musas do samba. Voz rouca, forte, de tom popular e força batente. Herdeira do estilo de Clementina de Jesus, foi, como ela, empregada doméstica antes de fazer sucesso no mundo artístico.


Verdadeira tiete do partideiro Bezerra da Silva, Jovelina começou a dizer seus pagodinhos no Vegas Sport Clube, em Coelho Neto, levada pelo amigo Dejalmir, que também lançou o nome Jovelina Pérola Negra, homenagem à sua cor reluzente.


E para nos ajudar a desvendar o universo de Jovelina, vamos conversar com sua filha e herdeira musical: Cassiana Belfort ou Cassiana Pérola Negra. Cassiana é cantora, figura fácil nas rodas de samba do Rio de Janeiro. A conversa nos dará a possibilidade de lembrar da grande contribuição que Jovelina deu ao samba, além de trazer à tona a reflexão sobre a mulher e seus espaços, seja no samba ou na cidade.


Para acompanhar Cassiana na roda de conversa teremos pessoas de diversos estados que trarão visões diferentes sobre o samba, a periferia e claro, sobre a Pérola Negra. A turma: Antônio Sacco (Historiador - MG), Bárbara Rigaud (Produtora Cultural e Bloco TPM - RJ), Gabriela Leandro (Gaia) (Coletivo Terra Preta e FAUFBA - BA) e Maximira Alves Luciano (Dona da Roda - GO).

Não perca! Inscreva-se já!

17/09 – 19h

www.habitaracidade.com/vozes




Esta semana o portal habitaracidade.com traz à biblioteca a dissertação de mestrado de Luiza Lemos Antunes. Intitulada "Avaliação das infraestruturas cicloviárias implantadas no Corredor Universitário em Goiânia", a dissertação foi defendida junto ao Programa de Pós-Graduação em Geotecnia, Estruturas e Construção Civil da Universidade Federal de Goiás em 2015 e apresenta uma análise do desempenho e das condições do sistema cicloviário implantado junto ao trecho de faixa preferencial do transporte coletivo correspondente ao Corredor Universitário. Boa leitura!


"A bicicleta é um veículo intensamente utilizado no Brasil e surge como opção de transporte para amenizar os impactos gerados pelo uso indiscriminado do transporte individual motorizado. Contudo, apesar de o uso da bicicleta no Brasil ter um século de história, a falta de uma política cicloviária eficiente traduz-se o principal fator limitador da inserção da bicicleta como modo de transporte. O planejamento cicloviário deve atuar de forma abrangente, onde todas as variáveis como geometria, materiais e execução devem ser consideradas de maneira conjunta. Dessa forma, esta pesquisa buscou realizar uma análise do desempenho e das condições de serviço do sistema cicloviário implantado em Goiânia junto ao trecho de faixa preferencial do transporte coletivo, denominado Corredor Universitário. O estudo também propiciou o levantamento de problemas patológicos e ocorrência de não conformidades, associados às etapas de concepção de projeto, de especificações dos materiais e de execução. Amparado por requisitos para planejamento cicloviário estabelecidos e normas técnicas, foram avaliados aspectos projetuais e tecnologias utilizadas, como materiais e processo de execução, visando ao diagnóstico das deficiências do sistema. Para avaliação do pavimento cicloviário, dada a ausência de uma metodologia específica, utilizou-se um método adaptado, existente para avaliação e conceituação de pavimentos rodoviários, por meio do cálculo do índice de Condição do Pavimento (ICP). Foram identificadas várias falhas no sistema cicloviário implantado. Dentre as principais estão: a inadequação da sinalização das ciclovias, problemas de drenagem, iluminação das vias cicláveis comprometida pela falta de manutenção, mobiliário urbano danificado, ausência de estacionamento para bicicleta e graves problemas de pavimentação. Vários fatores como a ausência de um projeto de pavimentação e a falta de controle tecnológico do concreto utilizados, influenciaram no desempenho do pavimento das ciclovias, que, com apenas 3 anos de tempo de serviço, exibiu inúmeras patologias. Com isso, os trechos analisados foram caracterizados de Bom a Ruim, conforme conceitos apresentados pelo método adotado. Assim sendo, os problemas

diagnosticados no sistema cicloviário do Corredor Universitário são decorrentes de uma série de fatores, que vão desde a fase de planejamento e concepção de projeto, assim como a deficiência ou ausência de projeto executivo e o baixo controle de qualidade de todo o processo de execução.


Palavras-chave: Ciclovia. Infraestrutura. Pavimento. Patologia."


Título: Avaliação das infraestruturas cicloviárias implantadas no Corredor Universitário em Goiânia

Autoria: Luiza Lemos Antunes

Orientador: Prof. Dr. Oswaldo Cascudo.

Dissertação (Mestrado) - Universidade Federal de Goiás, Escola de Engenharia Civil e Ambiental(EECA), Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil - Geotecnia, Estruturas e Construção Civil, Goiânia, 2015.


Acesse o trabalho completo em habitaracidade.com/biblioteca