Buscar
  • Arthur Cabral

Esta semana o portal habitaracidade.com traz à biblioteca "Maquinações de natureza em episódios urbanos", artigo de Pedro Dultra Britto e Carolina Ferreira Fonseca publicado na Revista Urbana (UNICAMP). A discussão entre hegemonias e resistências, prementes nas interações de cidade e natureza, parte da análise de episódios urbanos contextualizados em cidades distintas e assume o pensamento de Baudrillard, Acserald, Deleuze e Guattari como balizas para a abordagem de práticas urbanas associadas ao natural. Boa leitura!


"O artigo aborda maquinações entre natureza e cidade a partir das políticas de subjetivação contemporâneas analisadas com enfoque nas interações entre hegemonias e resistências. Explora interações e rupturas entre hegemonia e resistência através da contextualização de situações contributivas para a reflexão do urbanismo sob a ótica da paisagem, das visibilidades, da política e dos afetos citadinos. Tais interações desdobram-se de três episódios contextualizados nas cidades de Salvador, Recife e Rio de Janeiro: 1) Desaparecimento e morte dos rios; 2) Um lugar ao sol na natureza urbana: territorialidades e paisagem; e 3) Pesca artesanal e paisagem: territorialidades de memória e apagamentos. Os episódios

articulam sentidos de “hiper-realidade” (BAUDRILLARD, 1991); “maquínico” (DELEUZE e GUATTARI, 2007); e “justificativas ambientais” (ACSELRAD, 2010), entre outros, assumindo diferentes configurações para práticas urbanas relacionadas com a natureza. A abordagem pelo viés da subjetivação instaura campos de forças tensionados, denominados de natureza celibatária."


Acesse o trabalho completo em habitaracidade.com/biblioteca

Esta semana o portal habitaracidade.com traz à biblioteca "Caminhar, descobrir, projetar: reflexões sobre a deriva e o fazer projetual em paisagismo", artigo de Arthur Cabral publicado em 2020 na Revista Jatobá. O texto aborda a relação entre a experiência sensível do espaço dada a partir do ato de caminhar e os significados possíveis do projeto que se volta à paisagem. Boa leitura!


"Nós descobrimos o mundo à medida que nos deslocamos por ele; inventamos o novo à medida que o que já existe se revela diante de nós. Em termos gerais, no que diz respeito ao fazer projetual que se volta à paisagem, assume-se, nas reflexões aqui presentes, a perspectiva de que nenhuma invenção pode ser tão absolutamente inovadora que prescinda do contato com aquilo que a precede, com as preexistências, com a materialidade da paisagem; por outro lado, parece razoável supor que o desvelamento daquilo que já existe, mas que não é, até então, reconhecido, corresponde, também, a uma forma de invenção. Nesse sentido, o presente texto tem como objetivo refletir sobre as pontes pelas quais podem se unir a experiência sensível da paisagem e o fazer projetual que a ela se volta, uma vez compreendido o potencial estético de natureza criadora inerente ao ato de caminhar. Esses pressupostos se respaldam, sobretudo, nas reflexões do geógrafo Jean-Marc Besse acerca da paisagem, entendida enquanto experiência fenomenológica, e de suas relações com o fazer projetual."


Acesse o trabalho completo em habitaracidade.com/biblioteca

Esta semana o portal habitaracidade.com traz à biblioteca "Goiânia à noroeste: da ocupação ao novo centro urbano", dissertação de mestrado de Anderson Ferreira da Silva apresentada em 2014 à Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília. Discutindo contrapontos entre centro e periferia e abordando diferentes expressões da segregação socioespacial urbana, o autor analisa práticas e movimentos de grupos que, embora marginalizados, fazem das margens a sua centralidade. Boa leitura!


"A cidade é o espaço organizado da sociedade, da vida, da cultura, do comércio e dos valores urbanos. Ela é dotada de elementos como ruas, bairros e regiões e nelas as pessoas se instalam, constroem suas casas e seus modos de vida. Porém, esse lugar pode separar um grupo do outro e restringir determinados cidadãos de seus direitos, estes são os que estão às margens, os segregados. Mas, essa distinção pode gerar práticas que fazem com que os personagens que estão nesse grupo se sintam responsáveis por desenharem e fazerem de seus problemas urbanos e sociais o ponto forte dos movimentos de lutas por seus direitos dentro do seu universo e de seu centro tido como urbano, ainda que ele esteja marginalizado."


Título: Goiânia à noroeste: da ocupação ao novo centro urbano

Autoria: Anderson Ferreira da Silva

Orientação: Luiz Alberto de Campos Gouvêa

Dissertação de Mestrado - Universidade de Brasília, Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, 2014.


Acesse o trabalho completo em habitaracidade.com/biblioteca